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domingo, 12 de março de 2017

Enredo 1116: Enawenê-Nawê






                FICHA TÉCNICA – ACADÊMICOS DO CABRAL               


Carnavalesco > Neni Cabral
Presidente > Chico Virilha
Presidente de Honra > Tião Medonho
Baluartes > João Gravata / Alemão Vanusa
Diretor de Carnaval > Serginho Piroca
Diretor de Harmonia > Chulipa
1° Casal de Mestre- Sala e Porta- Bandeira > Morena Rosa e Dengoso
Coreógrafo Comissão de Frente > Deco Ama’rola
Bateria > Marcha Lenta
Mestre de Bateria > Xoxonho
Interpretes > Criolo e Juvenil 
PAPAI > Castor Farid Drummond
Cores > Azul, preto e Branco
Lema > “Simplesinha, mas bonitinha”

INTRODUÇÃO

A acadêmicos do Cabral tem a honra de contar a história de uma das tribos indígenas mais misteriosas do Brasil, os Enawenê-Nawê, também conhecidos como Salumã, vamos mostrar o mito de sua origem, e toda sua estrutura de vida que está diretamente ligada a espiritualidade e cosmologia. Queremos desvendar alguns segredos desta tribo do noroeste do Mato Grosso em nosso desfile, entre em transe com a gente, vamos elevar nosso espírito a outro patamar carnavalesco.

SINOPSE

Eu sou índio, sou Enawenê-Nawê, filho dos povos da pedra, filho dos defeituosos, um dia libertos por um pica-pau, mas nossa liberdade foi breve, fomos atacados pela irá dos espíritos subterrâneos, suas maldades vieram na forma de onças, monstros aquáticos e epidemias, quase nos dizimando.
Os sobreviventes foram guiados por espíritos celestes a grande aldeia central, lá orientados pelos Aweresese os formadores, assim constituíram seus clãs: os Kailore protetores dos animais, Kawekwarese mestres das raízes, Mairoete senhores da madeira, Lolahese os professores das plantas medicinais, e os Kawinariri protetores da fauna e flora.
Já fui Enawaretese, um jovem aprendiz atento aos ensinamentos dos mais velhos, encontrei meu lugar na tribo e a compreender os espíritos, achei o caminho das águas e onde elas me levariam, assim como percebi a terra e tudo que ela poderia me dar. De uma grande arvore vi nascer a Castanha para invocar espíritos, em um ritual o mais doce mel tornou-se celestial. Hoje um Salumã adulto abri minha alma e estou preparado para não ter mais meu nome pronunciado quando embarcar na viagem-transformação rumo a cidade das sombras.
Um verdadeiro Nawê respeita todos os patamares do cosmos, seus perigos e deveres para com ele, no subterrâneo encontram-se os sempre insatisfeitos Ehatekoyoare, e os mal humorados e esfomeados Iakayreti, a camada terrestre é habitada pelos Dakoti seres imateriais sem ossos ou sangue, e por grandes e desajeitados ogros atahare-wayate. O infinito é real, um vazio inalcançável sem vida apenas com cores oposto ao patamar celestial, onde a perfeição existe, um lugar de vegetação exuberante, terra fértil, lar das almas de todas as espécies animais, tudo exageradamente deslumbrante onde nada é impossível.
Aprendi os rituais de céu e terra para abrandar a fúria dos espíritos poupando a aldeia de qualquer ameaça, o Kateokõ das mulheres, traz o milho como reverência, das águas trazemos os abençoados peixes para os yakairiti, adoçando os espíritos Iakayreti o mel é dado em cerimonia, em um encontro de cânticos e danças entre homens e mulheres a Yãkwa é celebrada, na festa da terra o Lerohi, é lembrada a lenda da menina que chorou um rio de tristeza ao ter suas raízes arrancadas.
Meu destino se cumprirá, estou preparado para as primeiras instruções xamânicas, serei um sotayreti preocupado em revelar os perigos da doença e morte, soprarei ao vento palavras mágicas como um hoenaytare, com as plantas de um Baraytare, farei crescer e tornarei mais forte a criança Nãwe. Preciso lutar contra os Iholalares e seus feitiços vingadores, um Xamã tem que proteger seu povo, seu poder de cura traz alento em momentos de desespero, entre sonhos e transes deve aproximar deuses e índios em um só patamar.
O ciclo se completa, pelas matas que andei aprendi a cultura do meu povo, e com minha voz levarei ao mundo nossa história, com muito orgulho sou Enawenê-Nawê, sou homem sou espírito
                               

                              Desenvolvimento

 1° SETOR – MITO DA ORIGEM = ABRIREMOS NOSSO DESFILE CONTANDO A LENDA DA ORIGEM DO POVO ENAWENÊ-NAWE E A FÚRIA DOS ESPÍRITOS SOBRE ELES.  


COMISSÃO DE FRENTE – O PICA-PAU E A LIBERTAÇÃO DOS POVOS DEFEITUOSOS.                                                                                                                                               

    
    
    Os Enawenê-Nawê acreditam que seus povos ancestrais habitavam o interior de uma pedra, certo dia o pica-pau fez um buraco na pedra abrindo passagem então permitindo as saída dos povos originários. Os primeiros Nawê eram chamados de defeituosos ou incompletos, alguns sem braço, perna, com grandes corcundas, outros apenas com um olho entre outros graves problemas. Nossa comissão terá quinze integrantes, um fantasiado de pica-pau e os outros quatorze como os defeituosos, acompanhando o grupo um elemento alegórico representando uma grande pedra. A coreografia seria o pica-pau sambando e bicando a pedra fazendo alguns buracos, em um determinado momento os incompletos saem da pedra, muito feios, alguns sem braços, apenas com um grande olho, corcunda, criaturas realmente feias, parecendo perdidos, até que o pica-pau chama eles para caírem no samba.  



1° CARRO (ABRE-ALAS) O ATAQUE DOS ESPÌRITOS SUBTERRÂNEOS.


Nosso abre-alas representará o ataque dos espíritos subterrâneos. O Povo Nawê conta que logo após a libertação dos incompletos pelo pica-pau uma série de ataques provocados pela ação dos espíritos na forma de onças, monstros aquáticos e epidemias quase dizimou todo o povo Enawenê.
No fundo do carro um “ser” disforme parecendo um polvo, mais a frente várias piranhas assustadoras com grandes dentes. No meio do carro teremos vários componentes fantasiados de Nawê defeituosos com o corpo coberto de feridas. Dos lados e na frente diversas onças com expressões ameaçadoras.



2° SETOR – CLÂS = UM NOVO COMEÇO PARA OS ENAWENÊ-NAWÊ. ORIENTADOS POR FORMADORES, O POVO CONSTITUI-SE EM CLÂS DANDO ORIGEM A ESTRUTURA DE ALDEIA PRESENTE ATÉ HOJE.


1° ALA – AWERESESE (OS FORMADORES) VELHA GUARDA

Nossa VELHA GUARDA representará os Aweresese o clã mais antigo e sábio da tribo Enawenê-Nawê, foram eles que guiaram todo o povo depois do ataque dos espíritos subterrâneos, e assim orientaram a formação de novos clãs. Nossos mestres desfilarão com uma fantasia leve, um terno com traços e cores representando terra e floresta, na cabeça claro, um cocar.

2° ALA – KAILORE (PROTETORES DOS ANIMAIS)

O clã Kailore na criação da nova formação da aldeia Nawê ficou com a incumbência de proteger os animais assim mantendo o equilíbrio entre homens e animais. O chapéu seria a representação da cara do pássaro (galo-da-campina) o restante da fantasia em branco com detalhes em vermelho e preto, com pequenas asas nas costas.

3° ALA – KAWEKWARESE (MESTRES DAS RAÍZES)

Os Kawekwarese ficaram responsáveis por todo tipo de raiz, comíveis ou não para os rituais e também alimentação da aldeia. Nas cores da casca da mandioca, com pequenos detalhes em branco, na cabeça um grande chapéu com raízes.

4° ALA – MAIROETE (SENHORES DA MADEIRA)

Os senhores da madeira, os Mairoete tem como trabalho tornar possível todo o trabalho com madeira que a tribo precisa para o dia-dia da aldeia. Fantasia dando a impressão ser uma casca de arvore seca, por toda a fantasia pequenas plantinhas verdes, na cabeça seria um ninho de passarinho.

5° ALA – LOLAHESE (PROFESSORES DAS PLANTAS MEDICINAIS)

Com um conhecimento mais apurado de plantas, os Lolahese tem a função de trazes e até plantar “remédios” que servem para a cura de algumas doenças comuns na tribo. Em verde com detalhes em branco, nos braços e costeira grandes folhas e na cabeça flores em amarelo.

2° CARRO – KAWINARIRI (PROTETORES DA FAUNA E FLORA)

Clã Kawinariri ficou com a obrigação de proteger toda fauna e flora da região abrangida pela tribo. No fundo do carro teremos uma cachoeira com algumas índias tomando banho, no meio do carro várias vitórias-régias, encima delas alguns pássaros característicos da região do mato grosso, nas laterais diversos jacarés e a frente do carro onças filhotes, com uma carinha simpática.







3° SETOR – A PESSOA ENAWENÊ-NAWÊ = NO TERCEIRO SETOR FALAREMOS DOS ENSINAMENTOS, COMO O TRABALHO NA TERRA A VIDA NA ALDEIA E A ESPIRITUALIDADE. 


6° ALA – ENAWARETESE (ALA DAS CRIANÇAS)

Enawaretese é toda criança na faixa dos oito anos que começa a aprender o trabalho na roça e pescaria e a desenvolver sua espiritualidade.
Tradicional fantasia de indiozinhos em várias cores, os meninos segurando uma lança com peixes e as meninas com cesto cheios de milho.

7° ALA – A PESCA

Um dos primeiros ensinamentos dos jovens Nawê é a pesca, e como peixe além de alimento é também usado em cerimonias para os espíritos. A fantasia toda será uma grande rede, com muitos peixinhos coloridos espalhados por ela, na cabeça claro a cara de um peixe simpático.

8° ALA – A AGRICULTURA

Toda criança Salumã aprende que a agricultura é essencial para sobrevivência da tribo, nas roças são plantados diversos tipos de alimentos, mas os dois principais são, o milho e a mandioca. Pequena e leve, a fantasia será em cores escuras, nas costa uma cesta com milho e mandioca.

AWITARITI E AWITALOTI – MESTRE-SALA E PORTA- BANDEIRA

Awitariti (Mestre-Sala) e Awitaloti (Porta-Bandeira) assim são chamados os adolescentes que estão em transição para vida adulta, nesta fase da vida é quando começa as conversas entre as famílias para um futuro casamento.
Nosso mestre-sala estará com uma fantasia vermelha com detalhes em branco, na cabeça um cocar. A porta-bandeira estará com um vestido branco, quase transparente, na saia penas brancas com detalhes em vermelho, na cabeça uma grinalda de grãos brancos.

9° ALA – CASTANHA DO BRASIL (BATERIA)

A castanha do Brasil é cultivada exclusivamente para rituais, é passado para todo Nawê desde jovem que os únicos que podem comer a castanha são os espíritos. Nas cores creme e vinho, a fantasia terá grandes castanhas como ombreiras, o chapéu seria um cestinho com castanhas do Brasil.

10° ALA – O MEL (PASSISTAS)                                                                                                    


Em toda a aldeia o mel é coletado quase que diariamente, um dos alimentos preferidos dos Salumã, todo pequeno indiozinho aprende desde cedo a coletar mel e também usar nos rituais para os espíritos celestes. Uma simpática abelhinha seria nossa fantasia, em dois tons de amarelo, e as componentes carregam um pote de mel.



3° CARRO – CIDADE DAS SOMBRAS (MORTE)

Todo Nawê é ensinado sobre a vida na aldeia e sobre espiritualidade, parte de tudo isso é a morte, que tem uma passagem significativa para o fim do ciclo de vida do povo Salumã. Quando morre o Nawê tem como caixão um casca de árvore, durante a seu velório parentes e amigos se aglomeram em torno do falecido para chorar, gritar e lamentar por sua morte, por fim ele é enterrado no chão de sua oca, sob a rede que dormia, e a partir desde momento seu nome não é mais pronunciado. Após o sepultamento a pessoa Nawê começa uma longa viagem pela cidade das sombras, onde se libertar da casca da árvore e se depara com uma aranha gigante, superado este desafio encontra um rio onde deve passar por uma ponte com ameaçadoras cobras coloridas, chegando ao fim disto tudo finalmente encontra o patamar superior para o descanso eterno.
No fundo do carro uma aranha gigante, nas laterais e na frente caixões com materiais que representam casca de árvore com componentes dentro, no meio do carro um pequeno rio, com uma ponte com alguns índios, rodeados por várias cobras coloridas.

4° SETOR – COSMOLOGIA = O POVO SALUMÃ ACREDITA EM OUTROS PATAMARES NO COSMOS E QUE NELES EXISTAM ESPÍRITOS QUE DEVAM SER RESPEITADOS.


11° ALA – SER SUBTERRÃNEO (EHATEKOYOARE)

O povo Salumã acredita que no subterrâneo viva um “ser” ou espirito que chamam de Ehatekoyoare, sempre insatisfeito e muito feio, altos, sem articulações apenas com um olho, com longos cabelos. Um grande pescoço, e longo cabelos esta seria a cabeça da fantasia, de resto, longos braços, e os panos parecendo velhos e rasgados.

12° ALA – SER SUBTERRÂNEO (IAKAYRETI)

O Iakayreti é outro ser assustador dos subterrâneos, mas estes são seres de baixa estatura de cor escura e olhos grande azulados.  Em azul celeste e azul Royal nossa fantasia terá detalhes em preto, na cabeça seria de um rosto ameaçador com grandes olhos brilhantes azulados.

13° ALA – CAMADA TERRESTRE (DAKOTI)

Os Dakoti vivem na camada terrestre, assustam por não terem sangue nem ossos, mas comparado a outros seres eles são bons. Em branco com muito brilho e branco fosco.

14° ALA – CAMADA TERRESTRE (OGRO ATAHARE-AYATE)

Os Ogros da camada terrestre são grandes e desajeitados, como alguns outros seres, se não forem alimentados a noite eles veem até a aldeia para roubar comida. Ala de passo marcado composta por homens com mais de 1,90m, com uma caracterização de índio com detalhes no rosto bem feios, com uma coreografia desajeitada e simpática.

                15° ALA – O INFINITO DE CORES

O povo Nawê acredita em um patamar infinito, onde não exista absolutamente nada apenas cores de uma beleza exuberante.
Fantasia com as mais diversas cores, com um brilho muito forte, na cabeça um grande véu que desce pelas costas até a cintura.

4° CARRO – PATAMAR CELESTIAL

 

 Para o povo Salumã o patamar celestial é um verdadeiro paraíso, eles consideram que lá nada é impossível, a terra é fértil, a natureza tem uma beleza sem igual, a vegetação é simplesmente deslumbrante, consideram o lar das almas de todas espécies de animais.
Carro todo em tons verdes, nele vemos todos os tipos de vegetação possível, flores e plantas diversas.
Diversas espécies de animais terão destaque na alegoria, alguns com movimento.




5° SETOR – RITUAIS = NESTE MOMENTO DO DESFILE MOSTRAREMOS OS RITUAIS FEITOS PELOS NAWÊ PARA ALIMENTAR OS ESPÍRITOS ASSIM OS AFASTANDO DA ALDEIA.


16° ALA – KATEOKÔ (BAIANAS)

O ritual do Kateokô é feito apenas pelas mulheres mais velhas da aldeia, elas dão o milho em reverência aos espíritos.  A saia de nossas queridas baianas será em amarelo com detalhes em verde, chapéu com detalhes semelhantes a grãos de milho.

17° ALA – YAKAIRITI


 
O Yakairiti é um ritual feito para espíritos que vivem embaixo de terras, morros e lugares inóspitos, este evento consiste em oferecer peixes, o preferido dos espíritos, o Tucunaré, com esta atitude tais espíritos não tem motivo para ameaçar a aldeia já que estão bem alimentados. Em preto com detalhes amarelo um cabeça a cara do Peixe.





18° ALA – IAKAYRETI

Para invocar espíritos celestes o Iakayreti é um ritual onde é oferecido mel, o povo Nawê acredita que é uma forma de agradar este espíritos que eles consideram protetores. Em diferentes tons de amarelo, com pequenos detalhes em marrom escuro.

19° ALA – YÂKWA

O Yãkwa é um ritual de canto e dança feito para saciar a fome dos espíritos subterrâneos, neles são oferecidos todos os tipos de alimentos, de sal a vegetais e todo tipo de raízes, é um evento feito por homens e mulheres, que dá início ao plantio da mandioca. Fantasia em branco com detalhes nas cores prata, dourado e preto.

20° ALA – LEROHI

Lerohi é o ritual que celebra a terra e da fim a colheita da mandioca, neste momento é sempre contado para as crianças a história da lenda da mandioca. Nas cores da casca da mandioca com detalhes em branco, com um chapéu parecendo sair pequenos “galhos” de mandioca.





5° CARRO – A LENDA DA MANDIOCA

 
A mandioca é o principal produto de cultivo e alimentação do povo Nawê, Eles acreditam que a primeira mandioca veio de uma menina, que pediu para sua mãe ser enterrada até o pescoço e seu pai a alimenta-se com peixe, assim sempre ela produziria mandiocas que serviram de alimentação para sua família, e sua mãe arrancaria com carinho. Porém um dia veio uma mulher para roubar as raízes de mandioca arrancando-as com muita força, a menina chorou tanto que formou um rio e por fim veio a morrer, desde então as mandiocas não nascem mais sozinhas sendo necessário que os homens as plantem a cada ano.
No fundo do carro temos uma grande cabeça de uma jovem índia, em torno de todo carro a representação de um rio com peixes nele. No meio do carro uma grande plantação de mandioca, a frente do carro várias meninas (indiazinhas)


6° SETOR – XAMANISMO E FEITIÇARIA = EM NOSSO ÚLTIMO SETOR FALAREMOS DA INTRODUÇÃO DOS JOVENS SALUMÃ EM UM MUNDO “MÁGICO-RELIGIOSO” DE PROTEÇÃO Á ALDEIA


21° ALA – SOTAYRETI (O REVELADOR)

Os meninos com grande predileção e interesse pelo xamanismo e feitiçaria começam um longo processo de “treinamento” para o desenvolvimento da atividade xamanica. O primeiro estágio o menino torna-se um sotayreti, o revelador, este tem a incumbência de revelar os perigos que possam estar chegando na aldeia, como determinados tipos de doença e até a morte.
Fantasia nas cores branco e ouro, na cabeça um penacho com penas bem finas.  

22° ALA – HOENAYTARE (O SOPRADOR)

O soprador é mais um passo no crescimento na atividade xamanica, Um Hoenaytare tem como função soprar palavras mágicas que protegem a aldeia de seres malignos. Um pequeno saiote, alguns acessórios rústicos e nas mãos algo semelhante a uma flauta (para soprar)

23° ALA – BARAYTARE (CONHECEDOR DAS PLANTAS)

                   Diferente das outras posições, o cidadão Nawê que tenha habilidade com plantas e capacidade de cura pode ficar por toda a vida fazendo esta função. Um Baraytare é essencial no crescimento das crianças da aldeia, sua manipulação com as plantas a maioria das vezes é usado como tonificante nas atividades físicas ajudante no crescimento físico, motor e de resistência das crianças.
                   Em diferentes tons de verde, fantasia toda lembrando plantas.

                24° ALA – IHOLALARES (O FEITICEIRO)

 

Iholalares ou feiticeiros são chamados aqueles que por algum motivo se desviam do caminho do bem que o xamanismo propõem, eles normalmente agem por vingança, sua principal habilidade é a produção e uso de venenos poderosos, esta pessoa se mantem afastada do convívio social e por isso é visto com muita desconfiança entre o povo Salumã.
Fantasia semelhante a foto ao lado.





                25° ALA – O XÂMA

No xamanismo nada é maior que o Xamã, ele é o único que tem capacidade para se deslocar para o patamar celeste, isso acontece normalmente em sonhos e transes, ele tem grande capacidade de cura e de lidar com forças sobrenaturais. O Xamã tem grande prestigio social, sempre é presenteado, com peixes, colares, milhos e tucum (fruta)
Fantasia em verde e amarelo, muitos colares e adereços e um imenso cocar.
Nas mãos um chocalho de fabricação artesanal. 



6° CARRO – SONHOS E TRANSES

 
O Xâma faz sua ligação com outros patamares através de sonhos e transes, muitas vezes travando uma batalha de feitiçaria com seres malignos que tentam levar a doença para a aldeia. Muitas vezes ainda em transe ele anda pelo pátio da aldeia geralmente a noite com gestos agressivos apontando seu arco para os seres que apenas ele conseguem ver.
O carro seria basicamente uma aldeia, ao fundo e nas laterais teríamos vários (seres) de aspectos asquerosos e expressões ameaçadoras. No meio do carro alguns homens xamãs com seus arcos fazendo movimentos agressivos, a frente do carro mulheres preparando grandes caldeirões com plantas alucinógenas.




     26° ALA – YRIKARE (COMPOSITORES)

Acredite, o povo Nawê tem seus compositores, são na sua maioria homens mas existe algumas mulheres entre eles, normalmente eles compõem canções para casamentos, festas de aniversário e as vezes até para rituais.
Um terno simples mas com detalhes com folhas e flores, na cabeça um simpático cocar.
  
                                                              
                                                                  (Fim)






                                        DETALHES DO ENREDO

·         A língua oficial dos Enawenê-Nawê é o ARUAK.

·         As palavras da língua NÃO usam o PLURAL.

·         Os Kailore assim como os Kawinariri são denominados pelo povo Nawê como PROTETORES.

·         Em algumas tribos o Xamanismo e a feitiçaria são distintos, não havendo qualquer tipo de ligação, mas no caso do povo Nawê, uma seria a continuação da outra.

·         A denominação Homens Espíritos, foi dada pela Missão Anchieta que na década de 70 fez os primeiros contatos com a tribo Nawê.    

                                           FONTES DE PESQUISAS


Ø  ARRUDA, Rinaldo Sérgio Vieira. Relatório antropológico sobre o grupo indígena Salumã (Enawenê-Nawê). São Paulo: Fipe, out. 1984.

Ø  LISBÔA, Thomaz de Aquino. Os Enauenê-Nauê: primeiros contatos. São Paulo: Loyola, 1985

Ø  AKUBASZKO, Andréa. Imagens da alteridade: um estudo da experiência histórica dos Enawenê-Nawê. São Paulo: PUC, 2003 (Dissertação de Mestrado)

Ø  Dos Santos, Gilton Mendes (2006). Da Cultura à Natureza: um estudo do cosmos e da ecologia dos Enawene-Nawe (tese) (São Paulo: Universidade de São Paulo) Consultado em 12 de junho de 2012.



           

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