Atenção carnavalescos e presidentes de escolas de samba!

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domingo, 23 de agosto de 2015

Enredo 1 - A cada batida o fim se aproxima

A cada batida o fim se aproxima
Cleiton Almeida
cleiton_almeida04@hotmail.com

Apresentação:
O GRESV Foliões de Rondônia tem a honra de anunciar o seu enredo. Anunciar assim como João anuncia o fim do mundo, os anjos anunciam a vinda de Cristo, os cientistas anunciam uma nova desventura e o planeta anuncia a sua destruição. Para o carnaval 2015, trazemos as profecias e as teorias que assombram a humanidade. Digo assombram, porque, embora natural, o fim do mundo amedronta as pessoas. Nosso enredo transforma o mundo em um grande relógio que segue a bater, aproximando cada vez mais o fim. As pessoas não se encontram preparadas para esse fim, mas ele será em breve. Cabe a nós, foliões virtuais, mostrar naPassarela Virtual João Jorge 30 as principais batidas que soaram e o que a humanidade espera para o futuro. O senhor do tempo disse... “A cada batida o fim se aproxima. ”

“Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo, tempo, tempo, tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo, tempo, tempo, tempo.”
Oração ao tempo – Caetano Veloso
Sinopse:
Nosso planeta é como um relógio, que segue na angustia de finalizar o seu ciclo, para alertar que o minuto final chegou. Cada profecia humana é uma batida frenética do ponteiro, que toca na esperança de ser a última vez. O senhor do tempo tem o controle deste imenso relógio, e mostrou através do Apóstolo João que o mundo terá o seu fim, este chamado de apocalipse. Mas se estamos aqui hoje, é porque não chegou a hora, porém muitas batidas já ressoaram na história, das mais diversas maneiras...
“O número da besta é temido, talvez seja o fim,
Um incêndio assombrou, mas não terminou ali
TIC TAC
Cristo está chegando, a galinha anuncia,
Mas seus ovos embaíram e nasceu um novo dia
TIC TAC
Uma cauda mortal, gás tóxico do cometa,
Passou por perto, mas não afetou o planeta
TIC TAC
Pelos alienígenas, um fim do mundo cruel,
Só levou as almas de quem foi para os “Portais do céu”
TIC TAC
A virada do milênio grande desordem causou,
Os computadores não travaram e o mundo não acabou
TIC TAC
Um respeitado cientista novamente errou,
Não houve terremotos e Cristo não voltou
TIC TAC
O fim de um ciclo o calendário previa,
Um erro ou equívoco condenaram o povo Maia
TIC TAC
Na calma manhã, nove círculos se obtêm,
O cavalo dançou e a teoria também
TIC TAC ‘Style

Nosso planeta está um caos. A natureza, condenada à morte, sofre com o aquecimento global provocado pelo homem. Além disso, há crenças de que o planeta sofrerá nova glaciação, devido ao seu deslocamento. Estudiosos acreditam que estamos vivendo a última batida. Se isso não fosse bastante, novas teorias ainda preveem quando o relógio dará sua última batida...

“Quando o Sol nascer no poente, a besta aparecerá,
Ao som das trombetas, o mundo acabará
Será?
Uma deusa destruirá a terra, usando tudo de mal,
Além da ação da tal, uma enorme catástrofe global
Será?
Para os anjos o fim é o recomeço,
Vivemos em era de liberdade, mas pagamos o preço
Será?
Uma dança estelar e um novo amanhecer
O índio avisou que está prestes a acontecer
Será?
Três teorias coincidem em uma contagem papal
Francisco é o último até o juízo final
Será?
Por um vírus letal a humanidade se encerra
Talvez não natural, mas como arma numa guerra
Será?
O Sol que nos ajuda a viver poderá nos matar
Vai crescer, explodir e morrer, e com a Terra acabar
Será?
Com a escassez de recursos naturais, o fim vai começar,
E as mais poderosas armas vão agir, numa guerra nuclear
Será?

A única certeza que temos é que o fim está próximo e não devemos adiar nossos objetivos. Ainda há esperança de dias melhores, porém não sabemos se estes virão apenas depois de um fim. Cientistas e protestantes avisam que o planeta tem seus minutos contados. Então, viva tudo o que há para viver. O tempo voa e o presente é o maior presente que você ganha todos os dias.

“Ainda temos tempo até tudo explodir
Quem sabe quanto vai durar
Não deixe nada pra depois, não deixe o tempo passar
Não deixe nada pra semana que vem
Porque semana que vem pode nem chegar.”
Semana que vem – Pitty

Na esperança de fazer um desfile campeão, a escola Foliões de Rondônia traz como enredo o fim do mundo. Não só uma abordagem catastrófica do fim, mas sim um enredo rico de conteúdo e curiosidades, onde podemos refletir melhor sobre o nosso presente ao fim do desfile. Na história da humanidade, desde que o apóstolo João foi arrebatado espiritualmente e teve a visão do fim do mundo, diversas teorias foram criadas para tentar adivinhar quando seria o juízo final. Muitos profetas também deram os seus presságios, muitos caíram por terra, outros ainda são um mistério para o futuro.
Para desenvolver esse enredo, criamos metáforas e comparações para indicar um fio condutor. No nosso carnaval, o planeta Terra é como um relógio, que assim como tudo, tem um começo, um meio e um fim. O ponteiro segue a bater, e cada “tic-tac” desse relógio significa que uma teoria passou. O fato de não sabermos qual batida realmente será a última, dá um tom imprevisível às nossas vidas, afinal o futuro é incerto, e só temos certeza do presente.
Além disso, um ser supremo controla esse relógio. Só ele sabe quando será o fim. O senhor do tempo é o Deus de tudo o que há, o único que pode fazer a última batida do relógio ressoar. Para muitos, ele é o próprio tempo. O tempo que voa e traz o amanhã de transformações.
Ao final do desfile, uma mensagem a todos que prestigiam o nosso espetáculo. Após mostrar tudo o que pode acontecer conosco, um alerta para que aproveitem suas vidas ao máximo, pois o amanhã pode ser o último minuto desse grandioso planeta. O que muitos consideram “impossível de acontecer” pode estar a apenas uma batida de distância. Então, sugerimos ao nosso público aproveitar o presente que lhes foi dado.
Para concretizar a promessa do fim do mundo, o Apóstolo João foi o escolhido para escrever o livro do Apocalipse, último livro da Bíblia Sagrada, em que o mesmo relata suas visões durante um arrebatamento espiritual. João descreve a imagem do filho do homem, o aparecimento de cavaleiros, o tocar de trombetas e o emergir de demônios. E ao fim, a vitória do Reino de Deus e o recomeço da raça humana. Mas a teoria cristã não deixa escrito o dia exato do fim. E essa dúvida sobre quando será o grande dia, estimula a mente humana a criar as mais diversas profecias. Os ponteiros do relógio seguem a bater, e a cada batida uma teoria fracassa.
No passado, em 1666, os puritanos acreditavam que o número da besta estaria ligado ao apocalipse. Tempos depois, em 1806, uma galinha inglesa, falsamente profética, foi apontada como anunciante do fim do mundo. Descobertas científicas apontaram que as caudas dos comentas são mortais, e, em 1910, o fato do cometa Halley passar próximo da Terra causou medo. Um cometa esteve novamente relacionado ao fim do mundo, em 1997, mas desta vez pelo fato de uma nave alienígena, supostamente, estar o seguindo. No ano 2000 a virada do milênio provocou grande desordem em razão de teorias científicas e religiosas. Harold Camping fez sua última previsão para o final dos tempos em 2011, quando afirmou a volta de Cristo naquele ano. O calendário Maia previa algum fim para o ano de 2012, e para muitos, seria o fim do mundo. Baseada numa profecia de Nostradamus, o hit Gangnam Style também foi motivo de preocupação quando atingiu a marca de um bilhão de visualizações. Obviamente, todas essas batidas ressoaram sem maiores acontecimentos.
                Além de todas essas batidas que já ecoaram, ainda vivemos num período que pode ser considerado o último minuto. A natureza está condenada à morte, o aquecimento global pode ser irreversível, e em pouco tempo seus efeitos catastróficos serão sentidos. Para outros cientistas, estamos prestes a entrar numa brusca era do gelo, que pode pôr em risco a vida no planeta. Mas será esse o fim, mediante às tantas outras teorias para a última batida?
                As religiões têm suas crenças. Para o islamismo, o cenário é parecido com o do apocalipse, e o Alcorão revela vida após o fim. Hinduístas e budistas acreditam na destruição do mundo pelos poderes da deusa Kali. Para a angelologia, já estamos na Era de Aquário, que será onde o fim e o recomeço virá. Os índios Hopi creem que o evento que marca o fim dos tempos é a dança de uma estrela azul com o sol, que será visível em todo o planeta. Existem credores na contagem papal, que denuncia o atual Papa Francisco como o último antes do juízo final. Nas áreas que trabalham com mais exatidão, surge a possibilidade da última batida vir com um vírus letal ou com a explosão do Sol, ambas fatais. Há ainda o risco de uma guerra nuclear que, embora pouco esperada, ganha forças através de problemas políticos e econômicos.
                Contudo, a maioria das profecias atuais não envolvem datas, pois acredita-se que podem acontecer a qualquer momento. Cada minuto pode ser o último, e é nessa intensidade que devemos levar nossas vidas. O senhor do tempo nos dá avisos de que o fim está próximo, os protestantes clamam pelas ruas que ainda há tempo para se salvar, o mundo dá sinais de que tempos difíceis estão próximos, e o relógio segue na angustia de ecoar pela última vez. Ainda há esperança de dias melhores, de um futuro alegre, de realizações e de liberdade, porém estes virão após grandes transformações e destruições. O presente é literalmente um presente que ganhamos para poder fazer um pouco mais. O presente já foi futuro, e, mais do que nunca, um novo futuro é incerto. O tempo voa, então não deixe para depois o que se pode fazer agora, não deixe para fazer amanhã o que é possível fazer hoje. Cada momento pode ser o último, toda vontade pode não ser concretizada e todo desejo pode não se realizar.
                Desenvolvimento:
        1º setor (abertura): A promessa do fim
            Em nosso primeiro setor, mostramos a origem da promessa do fim do mundo, quando João foi arrebatado espiritualmente e pôde ver o futuro. Assim, se deu início a uma contagem regressiva para o apocalipse.
01: Comissão de Frente – João tem a visão do futuro
O livro do Apocalipse, o último da Bíblia Sagrada, é o relato do apóstolo João sobre o dia em que foi arrebatado por anjos e encontrou Deus. Segundo ele, nesse sonho foi mostrado o dia do juízo final, e lhe foi pedido para que escrevesse tudo o que via. Em nossa comissão de frente, temos treze anjos que, em sua coreografia, arrebatam João. No decorrer da execução, João usa o tripé para ser elevado e, com a ajuda de efeitos de luz e fumaça (nas cores da escola), há a simulação do seu sonho, como se estivesse olhando para o Abre Alas da escola, que representa as suas visões.

02: 1º Casal de MS e PB – O Senhor do Tempo e seu Relógio do fim do mundo
O casal da escola representa o senhor do tempo que controla o seu relógio do apocalipse. A porta bandeira é o próprio relógio e apresenta na sua saia a onomatopeia do tempo “tic tactic tac”. O mestre sala é o senhor do tempo, Deus de tudo o que há. Em sua mão traz um pequeno relógio, com as mesmas cores da porta bandeira, como se estivesse controlando-a. OBS.: Em momento algum a escola quer dizer que a mulher é submissa do homem, mas sim que o senhor do tempo tem poder sobre o relógio do fim do mundo, sendo o único que sabe qual será a última batida.

03: 1º carro alegórico – Apocalipse – a destruição do planeta, o cumprir das escrituras
João dá detalhes de como será o fim do mundo. Ele conta que os primeiros sinais serão as decidas dos cavaleiros, cada qual representando uma coisa diferente. O cavalo branco representa a morte, e seu cavaleiro tem um arco e uma coroa. O segundo, vermelho, é a guerra, e seu cavaleiro usa uma espada. O cavalo negro é a fome, e o cavaleiro traz uma balança. O último, esverdeado, é a peste e seu cavaleiro está vestido de morte. Em sequência, quando o fim chegar, a besta emergirá do mar. Ela tem sete cabeças, dez chifres, e cada chifre tem uma diadema (coroa). A besta tem corpo de leopardo e cabeça de leão. Se ouvirá o tocar de trombetas e um dragão voará no céu. Por fim, ele vê a imagem de Deus, vestido de branco, com uma faixa de ouro no peito, com o rosto, a barba, e os cabelos brancos como a neve e os olhos de fogo. De sua boca sai uma faca de dois gumes. Em suas mãos têm sete estrelas, ele está rodeado por sete castiçais de ouro e por anjos. Nossa alegoria é dividida em três acoplagens: a primeira com os cavalos, e o destaque representando a Igreja Cristã; a segunda acoplagem com o mar, a besta e o destaque ao fundo e no alto representando o tocar das trombetas e a vinda de Jesus; e por fim, a representação do céu, com a escultura central de Deus, onde podemos ver o letreiro da escola, e suas composições de anjos.

2º setor: As batidas que já ecoaram
            Em seguida, conhecemos teorias do passado que não se concretizaram. Passamos pelas mais famosas até chegar ao nosso presente, onde muitos consideram que seja o fim do mundo, devido aos problemas que o planeta enfrenta.

04: Ala 1 – O número da besta
Em 1666, os puritanos acreditavam que o número da besta estava ligado ao apocalipse. Um grande incêndio em Londres e a epidemia de peste bubônica só reforçaram a profecia, que não se concretizou.

05: Ala 2 – A curiosa mensageira inglesa
Uma galinha foi uma estranha mensageira do retorno de Jesus Cristo. Na cidade inglesa de Leeds, em 1806, a galinha botou ovos no formato da frase “Cristo está chegando”, assustando muitas pessoas. Mas logo viram que era um alarme falso.

06: Ala 3 – Halley e sua cauda mortal
Em 1910, o fato da cauda do cometa Halley passar peto da Terra gerou grande alarde. As pessoas se preocuparam, pois, alguns anos antes, um astrônomo descobriu que as caudas de cometas possuem um gás mortal, chamado cianogênio.

07: Ala 4 – Fuga com os aliens
Em 1997, as pessoas acreditavam que havia uma nave alienígena seguindo o cometa Hale-Bopp. Membros de uma seita chamada “Heaven’s gate” (Portais do céu) acreditavam que o mundo acabaria pelo choque do cometa, e que os alienígenas levariam a alma das pessoas que deixassem o planeta antes. Isso inspirou 39 pessoas a cometerem suicídio coletivo. Usavam roupas pretas e tênis de mesma marca.

08: Ala 5 (Baianas) – Bug do milênio – ano 2000
Na virada para o ano 2000, as pessoas ficaram apavoradas pela possibilidade de os computadores não verem a diferença entre 1999 e 2000. Acreditavam em problemas catastróficos, como blecautes enormes e um holocausto nuclear. No fim, tudo ocorreu normalmente, com apenas alguns problemas isolados.

09: Ala 6 – O meteoro que traz Cristo
Em 2011, o famoso Harold Camping fez sua última previsão, afirmando que Cristo voltaria e a Terra seria destruída por terremotos e pelo choque com um meteoro. Esta foi a última profecia do apresentador. Além disso, a curiosa sequência de número uns do dia 11/11/11 levou supersticiosos a crerem que esse seria o dia do fim do mundo.

10: Ala 7 – Calendário Maia
Uma das teorias mais populares dos últimos tempos foi a do calendário Maia, em que se acreditava que apontava o fim de um ciclo no dia 21 de dezembro de 2012. Porém, esse ciclo foi interpretado de forma errônea como o fim do nosso planeta, e muitos se prepararam para o pior. Sem nada ocorrer, alguns se revoltaram contra o povo Maia pela falsa profecia. Vale ressaltar que a imagem mais divulgada do calendário é, na verdade, a do calendário asteca. A cabeça da fantasia é uma das imagens mais representadas para retratar, de fato, o calendário Maia.

11: 1º destaque – Nostradamus e a coincidência do cavalo dançante
Uma teoria bem diferente foi levantada quando o viral “Gangnam Style”, do DJ Psy, chegou perto da marca de um bilhão de visualizações no Youtube. Segundo Nostradamus, “na calma manhã, o fim virá quando o número de círculos do cavalo dançante chegar a nove”. As pessoas ficaram apavoradas, pois a Coreia do Sul, país do cantor, é conhecida como terra da calma manhã. Além disso, o videoclipe apresenta cenas no celeiro e a coreografia se assemelha a uma montaria. Por fim, o número um bilhão apresenta nove zeros.

12: 2º carro alegórico: O minuto atual – o fim natural e a condenação da natureza
A natureza está condenada à morte. Não tem escapatória. Nosso samba pede para ouvir seu clamor, mas podemos ver neste carro que a mãe natureza já está amordaçada. O máximo que escutamos é o gemido e os gritos abafados que saem pelas frestas. “Ecoa a voz”. Será mesmo? A humanidade alterou drasticamente o clima do planeta, acentuando o efeito estufa e causando o aquecimento global. O calor intenso, em um futuro talvez não tão distante, poderá acabar com a vida no planeta. Além disso, atividades vulcânicas espontâneas podem pôr fim na Terra. Em contrapartida, cientistas acreditam que o planeta se aproxima de uma nova e brusca era do gelo, que ocorre de tempos em tempos no nosso planeta. Toda a vida acabaria congelada. Para representar isso no carro, usamos o vermelho/laranja para representar o aquecimento global e o branco/prata o resfriamento. Na incerteza do evento que ocorrerá, mesclamos os dois nas composições e na estrutura do carro.  As esculturas simbolizam a população, deformada e desesperada, agonizando no minuto final. A escultura principal é a mãe natureza em sua condenação. O destaque ao fundo é o Planeta Terra se desmanchando e se desfazendo.

3º setor: O que o tempo nos reserva
            Para encerrar o desfile, apresentamos as mais temidas teorias religiosas e científicas para o fim do mundo no futuro. Mas antes do fim, ainda existe a esperança de poder viver e realizar tudo o que queremos. Assim, terminamos o desfile com um aviso que o tempo é o nosso maior presente.

13: Ala 8 – As escritas do Alcorão Islã
Para o islamismo, ates do fim dos tempos, vários sinais poderão ser vistos, como o nascimento do Sol no poente, o som das trombetas e o aparecimento da besta. O alcorão diz que a vida entrará em desequilíbrio e que haverá grandes transformações. OBS.: O símbolo do islamismo é a lua e a estrela e o símbolo do Yin Yang partido representa, na fantasia, o desequilíbrio da vida.

14: Ala 9 – Uma deusa catastrófica
Para os hinduístas e budistas uma deusa destruirá a Terra. A deusa Kaliusará de ações como a violência, o roubo, a mentira, a sexualidade desenfreada e outras coisas más, como arma para fazer a humanidade se autodestruir. Além disso, várias catástrofes acontecerão para acabar de vez com o mundo.

15: Ala 10 – Era de aquário
A angelologia (ramo da teologia que estudo os anjos) acredita que o início da Era de Aquário já começou, com a intenção de livrar a humanidade de preconceitos. A Terra passará por muitas transformações e os dias serão marcados por fenômenos da natureza das mais diversas formas. É um período de renovação. Acredita-se que não será o fim completo do planeta, mas o começo de novos tempos.

16: Ala 11 – A dança estelar para os índios Hopi
Para os índios Hopi, estamos vivendo no quarto mundo. O fim deste e a transição para o quinto mundo serão marcados pelo aparecimento da Estrela Azul Kachina, que iniciará um período de grande purificação. Quando for a hora, a estrela removerá a sua máscara e dançará com o Sol na praça.

17: Ala 12 – Contagem papal
Algumas teorias apontam o atual Papa Francisco como o último até o dia do juízo final. Nostradamus previu que o penúltimo Papa ia renunciar, como aconteceu com Bento 16, antecessor de Francisco. A profecia de São Malaquias afirma que o último Papa será o de número 112, desde Celestino 2, no século 12. O Papa 112 é justamente o Papa Francisco. Por fim, na Bíblia diz que antes do fim a cidade das sete colinas terá oito reis antes de ser destruída. Esta cidade é Roma, local onde fica o Vaticano. Desde que foi considerado cidade-estado, o Vaticano teve sete reinados, sendo Francisco o oitavo. Essas coincidências sustentam a teoria, além de fatos curiosos como a luz acabar no Vaticano no dia da escolha de Francisco e um raio atingir a cúpula da basílica de São Pedro um dia após Bento 16 renunciar.

18: Ala 13 – O espalhar de um vírus letal
A possibilidade de a humanidade ser exterminada por um vírus letal é possível. A natureza pode mutar um vírus para que ele se torne imbatível. Além disso, a ciência pode criar doenças altamente poderosas. Há a possibilidade de isso acontecer por acidente, como também por questões políticas, que podem dizimar com a vida humana.

19: Ala 14 (Bateria) – A explosão do astro-rei
O Sol é essencial para a Terra. Sem ele, não há vida. Mas o mesmo pode acabar com o nosso planeta. Como tudo que nasce morre, o Sol é como qualquer outra estrela que um dia terá seu fim. Ele pode explodir ou inchar a ponto de o calor ser insuportável. Pode até mesmo engolir a Terra. Embora reais e certeiras, essas estatísticas são a longo prazo.

20: 2º destaque – O astro-rei
Nosso intérprete vem, ao lado do nosso carro de som, representando o Sol, personagem principal da ala 14.

21: Ala 15 – Uma guerra nuclear
Os recursos naturais tão explorados na Terra um dia acabarão. Quando esse dia chegar, as amizades e inimizades políticas entre os países serão motivos para uma guerra começar. Os arsenais de armas nucleares que existem atualmente são suficientes para acabar com o nosso planeta. O clima de tensão, por motivos políticos, econômicos e religiosos, que paira no Oriente Médio só intensifica essa possibilidade.

22: 3º destaque – A esperança
Nossa porta-estandarte marca a virada do desfile. Ela vem anunciando que enquanto houver vida, há esperança. Tantas são as teorias que pregam um futuro melhor após o fim do mundo. Tantas são as teorias que ressaltam que até o fim existe a esperança de realizar tudo o que queremos. Independente da ideologia, quem tem esperança, tem sorte. A cor verde tem esse significado, assim como o inseto que leva o mesmo nome.

23: Galeria de velha guarda – Quem avisa amigo é
Em tempos difíceis, cientistas e cristões protestantes tentam alertar o mundo. A ciência aposta que se mudarmos nossas atitudes diante da natureza, podemos prolongar a existência da humanidade. A religião prega que devemos regrar nossos atos para herdar o reino dos céus, e devemos fazer isso logo, pois o Salvador já está voltando. O fato é que ambos buscam avisar a população que o hoje é o que faz a diferença em nossas vidas. Para existir um futuro, precisamos cuidar do presente.

24: 3º carro alegórico – O tempo que sopra o futuro nos dá nossa única certeza: o presente
Encerrando de forma lúdica, o último carro é o tempo. O ápice do desfile, a mensagem para o nosso público. Com tantas passagens pessimistas apontando o fim do mundo em breve, cabe a todos aproveitar ao máximo o presente. As caixas a frente do carro trazem dentro de si engrenagens. Saltam relógios sem hora marcada, escorre ponteiros sem números definidos. O tempo é imensurável como a galáxia. É infinito e finito simultaneamente. O tempo é o grande paradoxo da humanidade. As esculturas com trombetas são as almas da vida, uma espécie de guardiãs do tempo, anunciando que é hora de celebrar. O destaque frontal simboliza a ampulheta, um tipo de relógio antigo, em que a areia caindo significa o tempo se esgotando. As composições são os presentes que temos. O tempo nos dá a oportunidade de sermos pilotos da nossa própria jornada. Esse presente, embrulhado na esperança, nos traz tempos cor-de-rosa. Quando queremos nos referir a uma vida alegre, espontânea, divertida, livre, e repleta de coisas boas, dizemos que é uma vida cor-de-rosa. E é isso que o tempo nos sopra. A escultura maior e central é o próprio tempo, que abre suas asas e voa sem destino, e traz em sua mão o futuro cor-de-rosa que tanto almejamos. O tempo traz o futuro, trouxe o presente e deixa a vida escorrer por suas mãos. Mais do que nunca é tempo de celebrar a vida, o hoje e o agora.


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