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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

ENREDO 1405 - ME MASSO, MAS EXPERIMENTO MEU TEATRO: PRÓLOGO A UMA DESBRAVATURA NEGRA

ME MASSO, MAS EXPERIMENTO MEU TEATRO: PRÓLOGO A UMA DESBRAVATURA NEGRA



ESCOLA DE SAMBA ACADÊMICOS DO SACODE

CORES: VERMELHO BRANCO E DOURADO

CARNAVALESCOS: MARIANO PINTO E JOÃO VICTOR OLIVEIRA




APRESENTAÇÃO


No ano de 2020, a Acadêmicos do Sacode faz uma homenagem ao Teatro Experimental do Negro (TEN), produção cultural bastante operante durante as décadas de 1940 a 1960 para discutir o poder das artes na emancipação do negro na sociedade brasileira. A importância  do Teatro Experimental do Negro, movimento histórico não tanto conhecido ou, por vezes, deixado de lado, ultrapassa o teatro e vai para o campo da educação e da política, como uma vital chave de ruptura e libertação. Resgata-se a gênese deste experimento, seu percurso, peças, atores importantes como Haroldo Costa, Ruth de Souza, Aguinaldo Camargo e o diretor Abdias do Nascimento. Utiliza-se na metáfora do processo de reconstrução da memória do TEN a ideia de transformação das correntes, gaiolas, grades que aprisionam o indivíduo, em um portal do firmamento, ou seja, da prisão para a consagração e liberdade. Ao todo, serão 3 mil componentes, 6 carros alegóricos, 2 tripés e 24 alas.  


SINOPSE

Por vezes, experiências artísticas foram capazes de ultrapassar os limites dos palcos e sublimar formas vindouras de consciência, cujo legado, então, torna-se atemporal. No retrato, a lembrança de uma Companhia formada para contrariar velhas formas de dominação racial: ontem, um prólogo daqueles que desbravavam as injustiças sentidas na pele; hoje, a perpetuação de um grande exemplo a ser revido. No vai e vem de histórias, a vanguarda que se revelou através das expressões faciais, de artistas, personagens – uma aventura chamada Teatro Experimental do Negro (TEN).
Tudo começou na viagem a Lima no Peru, quando o grupo de poetas Santa Hermand Orquídea foi assistir à peça O Imperador Jones, presenciando como as máscaras de tinta eram obscenas a verdade da raça. De rostos pintados de preto, brancos usurpavam nos palcos o papel dos negros.
Mas o grito de desbravatura chegou. Quando o grupo de poetas retornou ao Brasil, adotaram ideais revolucionários, gestos de protestos, uma epopeia da resistência. A prisão do líder e diretor Abdias do Nascimento não retirou a luta pela discriminação de cartaz, muito pelo contrário, a levou para o improvável Carandiru. Pois a arte não tem lugar. Formou-se, então, um grande teatro dos sentenciados, em que Hamlet era encenada nas celas por condenados sob figurino listrado em preto e branco. As algemas dos presos contrastavam com a liberdade da atuação.
Dali em diante, a experiência teatral se encaminhou para uma função educacional. Os atores recrutados, antes operários, empregadas domésticas, vendedores ambulantes, aprendiam a ler, interpretar para encenar complexos papéis. Pois a arte não olha a quem, o teatro é daquele sonha, é destemido para encarnar histórias e representar os verdadeiros frutos da temperança.
Contida em uma pequena semente, a ruptura transformou a experiência teatral em um grande movimento político, contrariou interesses, foi perseguido e censurado. Chegou a combater os padrões de beleza dos concursos de Miss Brasil: a beleza por acaso é branca? – Indagavam. As barreiras, obstáculos, os literais “amassos”, não foram suficientes para impedir os anseios e levar o Teatro Experimental ao Municipal, dos guetos ao pomposo art neveau, a estrelar diversas peças como “O filho pródigo”, “O anjo negro”, “Dramas para negros e prólogo para brancos”, ser consagrado nos palcos do firmamento e aplaudido de pé!
Na aurora do destino, nos deparamos com essa lição, percebemos sua fundamental vitalidade para o resgate de uma arte democrática. Na forma de uma antecipação, os ideais que nasceram da indignação dos artistas representam uma queima de etapas na marcha da história pela emancipação do negro, mas também pelo acesso à arte. Pois “Todos os filhos de Deus têm asas”: a arte é livre.

                                                                          

ORGANIZAÇÃO E SETORIZAÇÃO DO DESFILE

SETOR 1: INSIGHT NAS TERRAS INCAS




No primeiro ato, serão 10 bailarinos com vestes esfarrapadas: 8 abaixados esfregando o chão da Sapucaí com um pano, num ato humilhante de enceirar; 2 carregando a capa do Imperador Jones; e um pivô com roupa em tom carmim e ouro representando o imperador.

COMISSÃO DE FRENTE:
A gênese poética

TRIPÉ DA COMISSÃO:
Onde encena a resistência



1º CASAL DE MS E PB
A Orquídea e o Poeta




Ela, vestida em orquídea simboliza atraés do lirismo das flores a compania Santa Hermandad Orquídea. A indumentária é em tons que vão do laranja para o pêssego e vermelho amaranto, um degradê suave. A saia é em formato de grandes pétalas, e a barra contém ramos de orquídeas nos vértices. Na cintura, poemas escritos pelo Santa Hermandad Orquídea. Na parte de cima, ramos encaracolados dão um ar mais luxuoso a fantasia. O costeiro é formado por penas de faisão com detalhes em laranja nas pontas. A cabeça é em formato de Orquídea faisão laranja.

Ele, vem de poeta, que circula o lirismo e o dedica a cortesia. Sua roupa é em tom laranja para o vermelho. A blusa contém poemas do Santa Hermandad Orquídea e traços encaracolados. A cabeça é uma boina em paetes e a capa uma estética mais burlesca para simbolizar o desprovimento material destes poetas. O costeiro é todo de faisão. Nas mãos uma batuta que se desenrola e se transforma em um pergaminho.




GUARDIÕES:
Os guerreiros incas





ALA 01:
A companhia Santa Hermand Orquídea


Representa a companhia de poetas que deu origem Tetro Experimental do Negro. São vestes de poetas com uma cabeça de orquídea em tom vermelho e laranja. Raizes enroscam na fantasia de poeta, dando a ideia que os poetas são a origem do grupo teatral.

ALA 02:
A peça O Imperador Jones


A ala vem de Imperador Jones, vestida em veludo carmim, com bordados em amarelo ouro, coroa e uma capa vermelha para representar a peça de mesmo nome cujo insight gerou o Tetro Experimental do Negro.
CARRO 01:
O Império das Máscaras


O Abre-Alas traz 6 tripes de lhamas, dois arcos em estética e grafismos pré-colombianos, uma grande pirâmide Inca e vários outros elementos para remeter a ida dos poetas ao Peru, onde a ideia do Teatro Experimental do Negro nasceu. O trono dourado remete à peça O Imperador Jones. Nos totens dos arcos, orquídeas entrelaçadas em tom laranja e vermelho. As máscaras ocupam toda lateral do segundo chassi para representar  os atores brancos que pintavam os rostos de preto. As composições na lateral vem vestidas de poetas.




--- SETOR 2: A ARTE NÃO TEM LUGAR ---

ALA 03:
O desembarque no Brasil e a vontade de rebelar-se



ALA 04:
A prisão de Abdias do Nascimento

A ala representa a chegada dos poetas ao Brasil. A fantasia é em tom cinza e amarelo ocre uma placa bordada em paetes escrito Brasil em verde. Os viajantes carregam uma mala como adereço de mão. No costeiro vários suvenieres do Peru.


A ala veste roupas de diretor de teatro, boina, com uma foto de Abdias do Nascimento no costeiro adornada em dourada e correntes penduradas, para lembrar a prisão do líder político do grupo.
ALA 05:
O Teatro Setenciado


As vestes são colan listrados em preto e branco, como roupas de prisioneiros, a cabeça é um gorro preto em paete, máscaras de teatro no costeiro com plumas pretas e uma capa vermelha franjada representando a cortina do teatro, para demonstrar como as ideiais de Abdias do Nascimento passaram por uma ocasião no presídio, mas não foram abandonadas, pois a arte não tem lugar.
ALA 06: Velha Guarda
Sheakspere na Labuta:
os operários e as empregadas domésticas


Ala mista: (1) operários vestidos com capacetes e uniformes na cor preta, com capas vermelhas franjadas representando o teatro; (2) empregadas domésticas vestidas com uniforme preto, babados brancos, adereço de mão de espanador de penas. Esta ala representa os recrutados para atuar como atores na companhia do Teatro Experimental do Negro. 
ALA 07:
Letramento


A ala Letramento simboliza os ensinamentos que o Teatro Experimental do Negro promoveu na necessidade de capacitar seus membros para atuarem em complexas peças. A fantasia representa as fórmulas utilizadas para o ensino. A indumentária branca  da parte de cima é grafada por letras de diversos tamanhos, fontes e cores para representar os diversos tipos de textos aprendidos e a gola é com detalhes de babados e lápis de cor. A parte de baixo é uma calça social preta. A cabeça da fantasia é um capelo preto e os componentes usam luvas brancas. O costeiro é de plumas brancas com detalhes de instrumentos de aprendizado como réguas, lápis e canetas em acetato

Destaque:
A arte sentenciada


O figurino do destaque representa a arte que começou com os condenados. O top é todo listrado em preto e branco, com algemas, correntes e plumas pretas em todo costeiro. Nos pés, uma bola com corrente é arrastada:

CARRO 02:
O CARANDIRU E OUTRAS EPOPEIAS




---SETOR 3: OS PALCOS---
ALA 08:
Em cartaz Palmares: a estréia da Companhia


A ala vem com figurino de Zumbi dos Palmares, colares, um bastão de rei como adereço de mão e um manto nos ombros. No costeiro cartazes de teatro com anúncio da peça Zumbi, a primeira encenada pelo já constituído Teatro Experimental do Negro.
2º CASAL DE MS E PB:
Cortinas e Vitrais


Ela em vinho, a saia toda com franjas e grapeados de cortinas. Representa a relação entre o Teatro Experimental do Negro e ambientes mais luxuosos de apresentação. O costeiro é todo em plumas amarelo ocre.

Ele representa a arte em vitrais, a fantasia tem tons de roxo para o rosa e o azul celeste. O costeiro e a capa fazem referência as pinturas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
ALA 09:
O Theatro Municipal


Ala coreografada sobre a chegada do TEN ao Municipal. São fantasias em voil em formas de estátuas de crepúsculo do Teatro com uma textura marmorizada e detalhes em dourado. A lâmpada é iluminada por um led.


ALA 10: COMPOSITORES
Palco para o ator Negro

ALA 11:
O presente de Nelson Rodrigues: O Anjo Negro
Os compositores vêm representando a primeira oportunidade de apresentação oficial do TEN no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Estarão de palitó com camisa branca por dentro e babados nas mangas. A parte superior é toda pintada a mão com as obras de arte (afrescos) que ilustram o Theatro Municipal. A calça social é em tom de azul para representar os detalhes da parte exterior. Eles vêm com  uma cartola azul e uma bengala típica do século XX nas mãos.



A ala vem representando a peça O anjo negro escrita em 1946 por Nelson Rodrigues e encenada dois anos depois pelo Teatro Experimental do Negro. A fantasia é em tons de cobre e marfim. A indumentária é uma túnica marfim com detalhes estampados de cobre. O costeiro com asas de penas cortadas e moldadas e pintadas de cobre com uma foto de Nelson Rodrigues em uma moldura de grafismos africanos. Na cabeça um turbante para representar o sincretismo da fantasia. Nas mãos os componentes carregam um castiçal com velas com o fogo de iluminação de led.
Destaque:
Os afrescos do Municipal


A destaque vem representando  todo o luxo e a imponência da arquitetura do Theatro Municipal e uma pintura central da cúpula. O costeiro é em penas de faisão salmão e detalhes de pedras douradas cravejadas para representar todo o luxo e opulência desse monumento palco para experiências marcantes do TEN. O maiô é todo bordado com pedras de tom salmão e com detalhes em dourado. No punho um detalhe de uma manga larga em renda com um bordado artesanal.
CARRO 03:
A glória em Art Neveau para os retintos


O carro representa o palco e parte das cadeiras do Theatro Municipal, um ambiente de glória e reconhecimento do Teatro Experimental do Negro. Ao lado escadarias e grandes galerias douradas com crepúsculos nos pedestais, Ao fundo um enorme vitral detalhado em Art Neveau para simbolizar a arquitetura do Municipal.



--- SETOR 4: A CRÍTICA E A POLÍTICA ---
ALA 12:
Com a boca no trombone: figurantes nunca!


A ala vem representando a crítica que o Teatro Experimental do Negro trouxe. Na fantasia, brinca com a metáfora "boca no trombone", um jornalista com um smoker preto de veludo e uma cartola na cabeça. O costeiro é de plumas com trabalho de pintura semelhante ao dourado e  uma capa de cetim cinza. Nas mãos um grande trombone de acetato com a ponta em forma de boca para sintetizar a crítica da ala.
ALA 13: BAIANAS
Concurso boneca de piche


As baianas vem vestidas de boneca de pixe, cabelo black power, batom vermelho, roupa vermelha de bolinhas brancas, faixas de premiação do concurso, para representar as empreitadas políticas que o Teatro Experimental do Negro promoveu.
ALA 14: PASSISTAS:
Ruptura ao Miss Brasil


As passistas vem de biquini dourado com pedrarias verdes, penas de faisão e placas de protestos nas mãos dizendo “cadê as negras?”, “concurso de brancos”, “a beleza não tem cor”, “fora preconceito” para representar a crítica que o TEN fez aos padrões eurocêntricos do Miss Brasil   
RAINHA DE BATERIA:
A luz sobre o grito


A Rainha de bateria vem com uma fantasia em vermeho cardeal e preta cheia de pingentes pratas, correntes sobrepostas. A pedraria que craveja o bustie é branca. Plumas vermelhas e penas de faisão também em vermelho. Simboliza a luz do holofote lançado sobre a crítica e sobre o discurso de emancipação do negro.

BATERIA:
O Cristo Negro


A bateria vem com uma túnica branca leve e de única costura, chinelo de couro, manto vermelho cardeal e uma coroa simulando espinhos para representar a peça que recebeu grandes contornos políticos chamada O Cristo Negro.

ALA 15:
A Semana do Negro

                       
A ala vem representando a semana do negro que foi noticiada através do jornal carioca O Quilombo. O jornal foi criado em 1948 também por Abdias do Nascimento como um desdobramento do Teatro Experimental do Negro. A indumentária vem representando essa relação de protagonismo negro dentro da imprensa. A roupa é em tons de verde para dar leveza ao momento histórico e detalhes de notícias do jornal. A cabeça da fantasia é um chapéu revestido com trechos de jornais e um costeiro em penas de acetato verde água e nas mãos estandartes com as ilustrações variadas dos seus colaboradores intelectuais, artistas e militantes que passaram pelo jornal O Quilombo e muitos noticiaram a Semana do Negro, dentre eles: Guerreiro Ramos, Edison Carneiro, Solano Trindade, Nelson Rodrigues, Rachel de Queiroz, Gilberto Freyre, Arthur Ramos, Murilo Mendes, Carlos Drummond de Andrade, Péricles Leal, Orígenes Lessa, Roger Bastide.


                               CARRO 04:
A boca de cena: grito e revolução



---SETOR 5: HOLOFOTES PARA O SAGRADO---
ALA 16:
Todos os filhos de Deus têm asas


Essa ala é representada pela estética mista entre o barroco e o africano. As vestimentas são roupas de cetim finas. A ala possui estamparia africana e na cabeça uma máscara afro para representar um dos atos da peça. Há um costeiro em formato de asas para remeter ao título da peça.
ALA 17:
A família o Sacramento


A composição da ala é formada por casais que representam os trabalhadores da agricultura familiar. As indumentárias são compostas por um trabalho de estamparia colorido e os detalhes em tons terrosos, marfim e palha. A fantasia masculina é típica de um agricultor; feita com bom gosto e detalhismo artesanal nas barras, mangas e golas. A cabeça da fantasia é um chapéu de palha adereçado na borda com pés de milho acima e eles carregam enxadas nas mãos. A fantasia feminina é um vestido rodado típico do interior do Brasil. As mulheres possuem na cabeça um chapéu amarrado abaixo do queixo e em cima do chapéu pés de milho. Elas carregam nas mãos cestas com os frutos representando as colheitas na roça. Ambos os costeiros são feitos com um trabalho de palha tradicional trançada e com detalhes da palha do Buriti.

ALA 18:
O filho pródigo


Uma ala coreografada e que representa os rituais de suplício e movimentos negros que faziam em cena nessa peça. As vestimentas são variadas, representando os vários figurinos com amarrações de panos de cores e estampas variadas. Esses trajes mostram que o cenógrafo Santa Rosa mais uma vez optou por vestir o corpo dos atores com panos e alfinetes, como já havia procedido em 1947 no Festival Castro Alves. Esse sistema de vestir os componentes remete à valorização da beleza escultural e sacralidade dos corpos negros.
ALA 19:
Os arautos de Aruanda


É composta somente por mulheres para representar a personagem principal Rosa Mulata, afrodescendente que inicialmente rejeitava o Candomblé, mas depois não só passa acreditar, como também evocar uma entidade, Gangazuma, para assim obter prazer. Partindo disso, a ala apresenta uma estética afro com tons terrosos e um trabalho de estamparia em branco e vermelho. A cabeça é um turbante, pulseiras e colares para mostrar a vaidade da mulher africana e nas mãos dessas mulheres cestas com rosas brancas para fazer a ligação entre a personagem principal da peça e o candomblé.
ALA 20:
Filhos de Santo


Essa ala representa as questões que a peça teatral Filhos de Santo apresenta, visto que, o texto entrelaça questões de misticismo e exploradores de Xangô com a história de trabalhadores grevistas perseguidos pela polícia. Com isso, vai apresentar essa dualidade vista em Recife através de uma fantasia de trabalhadores em tons de branco e dourado, esquentada com o vermelho de Xangô em algumas partes como os punhos e a barra. O costeiro de plumas brancas com o afoxé.

DESTAQUE:
Religiosidade Negra


A musa vem representando a religiosidade mística que é encarnada no povo negro. Usa um colan/segunda pele bordado de branco com detalhes palha e pedras roxas para representando respectivamente  a purificação e a penitência. O costeiro é um grande par de asas de faisões que parte do roxo escuro e vem clariando até chegar ao branco. A cabeça é uma auréola branca iluminada por led roxo.

CARRO 05:
Catarses da Fé


O carro 5 representa a fé sobre holofotes e representações religiosas nas peças do Teatro Experimental do Negro. Na alegoria, o sincretismo simbolizado pela presença de Oxalá, elementos do candomblé como tambores, chifres e o opáxoró; e do outro de Jesus Cristo, elementos do cristianismo como a aura do Espírito Santo e a cruz – as duas religiões abordadas pelo TEN. Na oportunidade a escola pede a benção às entidades sagradas para coroar seu desfile. 





--SETOR 6: A ARTE QUE LIBERTA--

ALA 21:
Manifesto à nação brasileira


A ala representa o ato realizado pelos líderes do TEN através da carta de manifesto à nação brasileira. Vem toda de azul da Prúsia, com penas em tom azul celeste, uma réplica da carta no costeiro e canetas tinteiro em acetato.
DESTAQUE:
A eterna encenação


O destaque veste uma fantasia toda em roxo lavanda com roxo púrpura e preto. Pequenas pedrarias em forma de estrelas cravejadas na fantasia representam o céu e a infinitude do universo. Por toda fansasia há strass e detalhes em prata para simbolizar o cosmos.
TRIPÉ:
Tributo aos membros da Companhia


O tripé de tributo à companhia é composto por diversos telões de led em formato de estrela, ficam passando fotos em preto e branco dos ensaios do Teatro Experimental do Negro e homenagens aos atores Ruth Souza, Lúcio Cardoso, Abdias do Nascimento, Haroldo Costa, entre tantos outros. Nas laterais diversos feixos em neon amarelo. 2 destaques compõem o tripé, um representando os atores e Haroldo Costa, ator vivo do TEN. As cores predominantes são o roxo, o azul e o amarelo, para remeter à consagração no firmamento.


ALA 22:
O exílio: queriam calar, mas o TEN virou infinitude


A ala representa o penúltimo prólogo do Teatro Experimental do Negro antes da infinitude na história. Os atores foram exilados, mas a arte não foi calada. A fantasia simboliza uma viagem, não para o exílio, mas para o firmamento. É composta em colan azul escuro e voil azul claro. Gap de viajante azul na cabeça e malas também azuis como adereço de mãos. No costeiro gaiolas abertas e flores em verde e azul.

ALA 23:
A chave da libertação


A fantasia contém vários pequenos cadeados, como se fossem obstáculos, dificuldades enfrentados pelo negro no seu dia dia. Na cabeça uma grande chave dourada em acetato, simbolizando o poder libertador do TEN e das artes.
ALA 24:
Das gaiolas para o infinito


A ala conecta-se ao último carro. São anjos negros vestidos em dourado com asas brancas. Nas mãos, adereços de clarins e cetros, a cabeça são perucas black power, representam a passagem do TEN para o infinito, para o universo popular, para o ensino, para a política nacional.
CARRO 06:
Asas da liberdade


A escola encerra o desfile com uma grande gaiola aberta, um carro de 9 metros de altura e 16 metros de cumprimento. Na base da gaiola, nuvens e uma grande harpa representando a infinitude das artes. Espalhados do lado de fora da gaiola, anjos negros com vestes douradas e cetros. Ao lado, grandes anjos com clarins anunciam a transformação. Atrás um portal do firmamento, feito com as mesmas grades, mas que contrasta com a gaiola, quando os artistas encenavam presos. A metáfora presente é que a arte os fez livre. Anjos negros livres.  


Enredo 1404 - Os Caminhos da Paz

Enredo
Os Caminhos da Paz

Justificativa

“Iluminem a escuridão!” Por também acreditar nesta frase de Bob Marley, nós, do G.R.E.S. Caprichosos da Harmonia, mergulhamos na filosofia Rastafári para apresentar o enredo: Os Caminhos da Paz. Diante dos problemas que testemunhamos diariamente, cremos que é importante apontar os caminhos para possíveis soluções. E, inspirados na história do Movimento Rastafári, que surgiu como uma luz para guiar o povo de Jah pelos caminhos do bem, mostraremos que o Amor, a Fé, o Respeito e a União são os pilares que podem nos levar ao tão sonhado Zion, a terra da liberdade.


Sinopse

Os caminhos da paz

Criança, não se preocupa com coisa alguma!
Venha sorrir com o sol nascendo! Ele está brilhando.
Basta apenas uma pequena luz para iluminar a escuridão.
Três passarinhos estiveram na minha porta cantando doces canções de melodias puras e verdadeiras. E uma delas é a minha mensagem para você:
Fiquei sabendo que o mundo não anda nada bem. Algumas pessoas se perderam pelo vale da sombra da morte. É por isso que precisamos dar as mãos e andar pelos caminhos que nos levam ao encontro da paz. Se todos nós dermos as mãos, quem sacará as armas?

O primeiro caminho é o Amor, o maior poder que trazemos conosco e que nos foi ensinado pelo nazareno[1] que guiou multidões.
Criança, não chora pelo que lhe foi tirado, e sim aprenda a amar o que lhe foi dado! Ama a vida que você vive! Viva a vida que você ama! Lhe digo que temos o sangue Real Salomônico[2], somos os bravos Leões de Judá e nossos dreads[3] mostram a coragem que nos foi herdada. O nosso caminho foi moldado pelas mãos amorosas daqueles que foram trazidos de longe[4]. É por isso que nosso amor é mais forte que os devaneios babilônicos[5].
Um só amor, um só coração.

O segundo caminho é o da Fé, aquela chama que lhe aquece em noites escuras. Desde que Ras Tafári[6] foi coroado, nosso “Príncipe da Paz”, a fé reacendeu em nossos corações. Tenho espalhado minhas orações em forma de canções, para que elas cheguem aos corações das pessoas. Assim como minhas músicas, que os ensinamentos de Mahatma Gandhi orientem, que as palavras de Mohamad Al Bukai inspirem, que o exemplo de vida de irmã Dulce transforme, que Dalai Lama nos guie, que a força de Raoni seja sentida, que a unção da Mãe Stella de Oxóssi nos purifique, que Chico Xavier nos fortaleça e que a luz de Jah nos incendeie como o Cálice Flamejante[7] de Ganjah[8].

O terceiro caminho para a paz é o Respeito pelo seu passado e pelo que você é no presente. Honra a memória dos seus anciãos! Celebra o seu corpo como o seu templo mais importante e o mantenha abençoado pelo alimento puro, limpo e natural, nosso Ital[9] do amor. Respeita a Mãe Natureza e o próximo! Comemora a diferença, pois a cor da pele não é mais importante que a cor dos olhos. Ainda que habitemos corpos diferentes, estamos unidos espiritualmente. Você faz parte de mim e eu faço parte de você.

O quarto caminho é a União. Se há uma coisa que eu quero muito é que a humanidade vida unida. É no carnaval que nós nos encontramos para confraternizar a vida. É no carnaval que podemos vestir nossa melhor fantasia e embarcar na Black Star Line[10] rumo ao Paraíso de Sião, nossa Zion[11], a terra da liberdade, a terra prometida, a terra dos nossos ancestrais africanos. Hoje o verde, o dourado, o vermelho e o preto[12] se unem ao azul da Caprichosos da Harmonia para celebrar. É ao som dos tambores de Nyabhingi[13] que eu lhe trago a paz do Fundê, a força do Bumbo e o protesto do Aketê. É ao som do carna-reggae que iremos abalar os pilares da Babilônia e lhes mostrar o caminho.

Criança, eu lhe digo: cada pequena coisa ficará bem!
Acredite em mim! Vamos seguir juntos e ficaremos bem!

Assinado: Robert Nesta Marley



Autor e Carnavalesco: Jhonathan Nogueira Martiniano (jhonikiaio@gmail.com)




Referências:

ALBUQUERQUE, André Duarte P. de. Rastafari: cura para as nações – Uma perspectiva brasileira. São Paulo: Phoenix, 2017.

BARNETT, Michael. The Rastafári Movement: a north american and caribbean perspective. Londres, Reino Unido: Taylor & Francis, 2017.

BARRET, Leonard E. The Rastafarians. Boston, Massachusetts, Estados Unidos: Beacon Press, 1992.

CLARKE, Peter Bernard. Black Paradise: Rastafarian movement. Reino Unido: The Aquarian Press, 1986.

THREE Little Birds. Intérprete: Bob Marley & The Fabulous Wailers. Compositor: Bob Marley. In: Legend. Intérprete: Bob Marley. Jamaica/Reino Unido/Estados Unidos: Tuff Gong, 1984. 1 disco vinil, lado A, faixa 4 (3 min.).

ONE Love. Intérprete: Bob Marley & The Fabulous Wailers. Compositor: Bob Marley, Curtis Mayfield. In: Exodus. Intérprete: Bob Marley. Jamaica/Reino Unido: Tuff Gong, Island Records, 1977. 1 disco vinil, lado 2, faixa 5 (2:53 min.).


Desenvolvimento (PEÇO GENTILMENTE QUE O DESENVOLVIMENTO NÃO SEJA DIVULGADO NAS REDES SOCIAIS, POIS AINDA SERÁ APRESENTADO PELA ESCOLA EM AGOSTO DE 2020 E A LIGA RECOMENDA A NÃO DIVULGAÇÃO)

Enredo 1403: El Brujo e a Senhora de Cao


El Brujo é um antigo sítio arqueológico ocupado desde tempos pré-históricos até os dias de hoje. Neste complexo foi descoberta a múmia da Senhora de Cao que foi uma mulher de grande poder e status social, sua descoberta obrigou historiadores a reformular o conhecimento sobre as estruturas de poder da antiga civilização Moche, uma civilização misteriosa, desconhecida e anterior a existência dos Incas.
Em busca de desvendar os mistérios da civilização Mochica, os arqueólogos acreditam que El Brujo ainda pode nos relevar segredos até então inimagináveis, sendo ali encontrado vestígios que fazem crer que se trata da civilização mais antiga da Terra, superando os Egípcios e os povos Mesopotâmios. 

Sinopse
Antes dos Incas dominar o Peru, a civilização Moche e a cultura Mochica floresceram no norte do país e desapareceram mil anos antes de os incas dominarem os arredores andinos e deixaram para trás poucas pistas de sua existência. Por isso é tão difícil nos dias de hoje determinar, de fato, quem foram, como viviam e como sumiram.
A costa peruana é um lugar de contrastes, a terra é completamente árida, repleto de dunas e o mar é rico, um dos lugares do mundo com maior abundancia de pesca. Acredita-se que esse povo foi capaz de dominar o deserto elaborando um sistema sofisticado de canais e dutos, que irrigaram o deserto para não depender do regime de chuvas. Enquanto o mar garantia a oferta de peixes e algas, a base da alimentação.
Os mochicas viveram entre os séculos 100 a.C. e 700 d.C., aproximadamente, quando desapareceram ou acabaram absorvidos por outras culturas. Foram os primeiros na região a construir uma arquitetura monumental, com pirâmides imensas. O que hoje chamamos de Moche era, na realidade, um mosaico de grupos autônomos que compartilhavam tradições.  Eles deixaram de herança também uma rica iconografia que sobrevive hoje.
A cerâmica Moche se espalha por uma região bastante ampla. Era objeto de comercialização e influência, exportada e copiada em outras localidades da América do Sul. Assim, sabemos que houve uma expansão, combinando trocas comerciais e ações bélicas, que abrangeu uma grande região e depois entrou em decadência.
Muito do que se descobriu dos Moches, está localizado no vale de Chicama, no Complexo Arqueológico El Brujo, um antigo sítio arqueológico ocupado desde tempos pré-cerâmicos. Considerando o amplo seqüenciamento cultural, o vale de Chicama pode ser considerado como um microcosmo arqueológico, sendo o Brujo um tesouro arqueológico de valor inestimável para desvendar a história desta civilização misteriosa que desapareceu sem deixar vestígios.
A pesquisa histórica no El Brujo se beneficia das condições ambientais e topológicas favoráveis à conservação do material. Durante a era Moche, foram construídos centros religiosos e sócio-políticos monumentais, geralmente chamados huacas. Embora a arquitetura, a iconografia e a prática do sacrifício relacionem o Complexo Brujo como um local cerimonial, ritual e funerário, as construções são consideradas como resultado do trabalho controlado pelos caciques.
O Complexo Brujo é representado por três grandes huacas. O monte Huaca Prieta remonta aos tempos pré-cerâmicos. Huaca Cortada e Huaca Cao Viejo (a maior) são pirâmides truncadas com degraus construídas nos cantos norte do terraço. A arqueologia predial revela sete fases da construção, abrangendo as fases inicial e intermediária da era Moche.
Em Huaca Prieta foram encontrados muitos artefatos e outros vestígios da existência de uma cultura antiga, entretanto, com esse achado é um sinal que a América do Sul, podia ter sido povoado muito mais cedo do que se estimava antes, cerca de 5-8 milhares de anos atrás, antes dos egípcios e mesopotâmios.
Huaca Cao Viejo é famosa por seus relevos policromos e pinturas murais, e pela descoberta da Señora de Cao, cujos restos mortais são atualmente as primeiras evidências de uma governante no Peru. Ambos apareceram na revista National Geographic em julho de 2004 e junho de 2006. O sitio arqueológico foi aberto oficialmente ao público em maio de 2006, e uma exposição de museu foi proposta para 2007.
 A múmia da Senhora de Cao foi descoberta fortemente tatuada e envolvida em várias camadas de tecido, foi encontrada com vários itens cerimoniais, incluindo armas e joias. A riqueza do local do enterro, bem como a presença de armas, sugerem que a mulher pode ter sido uma sacerdotisa de alto escalão ou mesmo uma governante de Moche, possivelmente governando o que agora é conhecido como a região do distrito de Chicama, no norte do Peru. Antes dessa descoberta, acreditava-se que apenas os homens mantinham uma alta patente na cultura Moche. Foi o achado da Senhora de Cao com artefatos de guerra que antes só eram encontrados com homens que revolucionou e fez os historiados reescrever a história da América Pré-colombiana.

Desenvolvimento:
SETOR UM: A civilização Moche e a cultura Mochica - apresentaremos neste setor, a civilização Monche, uma civilização pré-colombiana anterior aos Incas.
Comissão de Frente – Mochicas

Serão 14 componentes tipicamente vestidos com trajes Monche.

Carro 1 – Florescendo no Deserto

Contaremos sobre os contrastes da região o árido norte do Peru e o rico mar. No carro teremos uma sofisticada rede de canais e dutos. No meio do deserto também estarão representadas pirâmides. Os destaques estarão ricamente luxuosos com os trajes da civilização Mochica.
SETOR DOIS: O Complexo Arqueológico de Brujo – apresentaremos neste setor o complexo do Brujo.
ALA 1  - A cerâmica Moche – Ala das baianas

Descrição da ala : A ala tradicional estará ricamente decorada com a cerâmica Moche. A decoração das fantasias serão diferentes cada uma apresentará um diferente tipo de cerâmica Moche.
História da ala: Os Mochicas possuíam uma sensibilidade estética extraordinária! Criaram vasos e esculturas com um realismo impressionante, que superava em muito, o de outros grupos pré-colombianos como os mexicas, maias ou incas. Suas peças mais famosas são conhecidas como “huacas-retratos”: vasos com gargalos, normalmente de uso cerimonial. Esses vasos representavam vários aspectos de sua sociedade, como o cotidiano das pessoas e até mesmo cenas de sexo explícito! Esses últimos, de grande sucesso nos museus peruanos!
ALA 2  - Trocas comerciais

Descrição da ala: Nesta ala contaremos sobre as trocas comerciais com todas as tribos da região. Na ala representações de metalurgia, tapeçaria, vestuário, lã, peixes e diversos produtos que eram comercializados entre os Mochicas e os povos dos arredores.
            História da ala: Eles eram os melhores metalúrgicos de seu tempo na Américaː conheciam uma grande variedade de técnicas (ouro, laminação, martelada, fiação, soldagem etc.), que lhes permitiam fabricar ferramentas, armas, vestuário, emblemas, ornamentos e todas as suas variadas e ricas parafernália ritual. Sua cerâmica e tapeçaria se espalharam pela região sendo encontrados vestígios em distantes lugares do continente.
Mestre Sala e Porta Bandeira – Iconografia Mochica

ALA 3    - O música na Iconografia Mochica – Bateria  

Descrição da ala e do Casal- O nosso casal e a bateria estarão trazendo a  Iconografia Mochica. Essas gravuras continham diversas representações até personagens que tocam instrumentos sonoros.
História da ala – Embora os Moches não tenham criado um sistema de escrita, a arte pictórica de linhas finas foi representada com tanto realismo que oferece informações importantes sobre a vida cotidiana, mitos e tradição ritual no antigo Peru.

ALA 4– Huaca Prieta

Descrição da ala - Huaca “Preta” é a parte mais antiga do sítio arqueológico. Será uma ala escura característica da cor do terreno que expressam as construções da região de pedra e lama.
História da ala - Huaca Prieta é um monte pertencente ao Período pré-cerâmico , com datação aproximada de 2500 a.C. Seu nome vem da enorme massa de cinzas e resíduos decompostos que dão ao terreno uma cor muito escura. Se trata de resíduos culturais de agricultores sedentários, que construíram habitações semi-subterrâneas construídas de pedra e lama, praticavam uma arte têxtil rudimentar e uma pirogravura fosca, com desenhos zoomórficos e antropomórficos, mas ainda não tinham descoberto a cerâmica e o cultivo do milho.

ALA 5  - Huaca Cao Viejo
Descrição da ala – A ala contará sobre a Huaca Cao de Viejo com ricos trajes típicos encontrados nas gravuras da Huaca Cao Viejo.
História da Ala - A Huaca Cao Viejo é uma pirâmide truncada construída de adobe. Ela pertence à Cultura Moche (entre os séculos VII e III a.C.). É composto por sete edifícios reconstruídos sobrepostos, construídos em mais de cinco séculos, seguindo a característica cerimonial das culturas costeiras do Peru: a construção antiga é enterrada para que se possa levantar outra mais nova encima daquela. Ele chegou a atingir uma altura de 30 m. Sua base quadrada medindo aproximadamente 120 m de cada lado. Para ter acesso ao topo da pirâmide, havia uma longa rampa localizada num dos lados do edifício. Em frente do edifício encontra-se uma praça cerimonial murada, ao lado desta existia um anexo ou plataforma.
ALA 6 – Huaca Cortada
Descrição da ala – Ala apresentando os desenhos encontrados da Huaca cortada, ala apresentará peixes, onde foram utilizadas as cores amarelo, vermelho, branco, cinza e preto na sua representação e a ala estará nestas cores.
História da ala - Huaca Cortada, também conhecida como Huaca Partida ou Huaca El Brujo é contemporânea a Huaca Cao Viejo, embora menor em tamanho. Ela mede 103 m de comprimento por 98 m de largura e 22 m de altura, e ocupa uma área de aproximadamente 10.000 m². Esta localizada a aproximadamente de 500 m a noroeste da Huaca Cao Viejo, com o qual ela forma um conjunto óbvio, de acordo com o padrão seguido pela Cultura Moche em suas construções arquitetônicas. Deve-se seu nome ao enorme e profundo sulco existente no centro da fachada sul medindo 45 metros de comprimento por 5 metros de largura, que quase a divide em dois, feita possivelmente por saqueadores em busca de tesouros. Arqueólogos identificaram frisos decorativos nas paredes com desenhos de peixes, onde foram utilizadas as cores amarelo, vermelho, branco, cinza e preto. A técnica artística é semelhante ao aplicado na Huaca Cao Viejo, ambas são do mesmo período.

CARRO DOIS – EL BRUJO
O CARRO COM IMENSAS ESCULTURAS CONTANDO SOBRE  O SÍTIO ARQUEOLOGICO e toda a sua complexidade.





SETOR TRÊS: A Senhora de Cao – No setor a misteriosa Senhora do Cao, uma mulher que foi encontrada com o corpo todo tatuado e que mais tarde se revelou no topo dessa misteriosa civilização, recontando tudo que se sabia até então sobre eles.
ALA 7 – Sacerdotisa Coruja
Descrição da Ala – Para contar que a Senhora de Cao foi uma sacerdotisa a ala apresentará a coruja símbolo associado a xamãs e curandeiros.
História da Ala - Na entrada da tumba havia um vaso de cerâmica com a imagem de uma coruja, símbolo de sabedoria associado a xamãs, curandeiros e líderes espirituais.
ALA 8 – Itens cerimonias
Descrição da ala – Elaborada com detalhes para contar sobre a riqueza das joias com colares de ouro e pedras preciosas. Os componentes estarão com narigueiras (adorno que cobria a boca dos personagens importantes).
História da ala – Foram encontrados juntos com a múmia da Senhora do Cao 15 colares de ouro, cobre e pedras preciosas, 44 narigueras finamente trabalhadas  com ouro e prata, 4 coroas de cobre dourado, além de diademas e outras relíquias.
ALA 9 - Governante de Moche

Descrição da ala – Ala luxuosa apresentando os governantes do povo Mochica. A fantasia irá reproduzir os trajes típicos dos governantes da região.
História da Ala – Os governantes Mochicas eram os senhoras descentes dos deuses, capazes de governar e vestir trajes especiais personificando a divindade principal, o deus radiante. Foram encontrados trajes que indicam que a Senhora do Cao pode ter sido uma importante governante.
ALA 10 – Sacerdotes Mochicas

Descrição da ala – Outra ala luxuosa representando os sacerdotes do povo Mochica. A fantasia, como na ala anterior, irá apresentar trajes típicos dos sacerdotes da região.
História da ala – Os sacerdotes Mochicas usavam trajes que os relacionavam com aves e seres sobrenaturais, se caracterizavam por usar taças cerimoniais. Os trajes também foram encontrados juntos da Senhora do Cao.
ALA 11 – Sacerdotisas Mochicas

Descrição da ala – Ricamente trajada será uma ala só de mulheres para representar as sacerdotisas mochicas.
História da ala – As sacerdotisas eram mulheres escolhidas desde muito jovens para ser consagradas à lua e participar de cerimonias importantes da comunidade local.  A Senhora de Cao morreu jovem, possivelmente de algum problema no parto.

CARRO TRÊS – Os aposentos da Senhora de Cao
Será um grande alegoria com placas representando as estruturas da funerárias da Senhora de Cao. O carro apresentará placas em forma de ondas e aves marinhas, além de pinturas e esculturas Mochicas nas cores amarelo e vermelha, cores que formam encontradas na tumba.
O destaque principal da alegoria será uma luxuosa fantasia representando a inspiração do enredo, a Senhora de Cao.


Velha Guarda – representará o povo Mochica, traje tradicional com um símbolo do Cão nativo do Peru encontrando em representações dos Mochicas.

Ficha técnica: G.R.E.S Pegando Tudo
Presidente: Yuri Silveira 
Presidente de Honra: Yuri Silveira 
Carnavalesco: Yuri Silveira 
Diretor de Harmonia: Yuri Silveira 
Mestre de Bateria: Yuri Silveira 
Diretor de carnaval: Yuri Silveira 
Intérprete: Yuri Silveira 
Mestre-sala: Yuri Silveira
Porta-Bandeira: ??????????
Contatos comerciais: yurisilveira2000@hotmail.com

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